Durante Audiência Pública para apresentação da Lei Orçamentária Anual (LOA) da administração municipal, atendendo a Lei de Responsabilidade Fiscal, servidores públicos e vereadores de oposição cobraram do executivo, uma posição em relação a previsão de investimentos para 2019. Na pauta, o tema mais debatido foi o reajuste salarial, em atraso há três anos.
Como forma de socializar com a população onde o governo municipal pretende investir, a atividade aberta ao público, foi presidida pelo vereador Gilvan Souza (PR), que está a frente da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal. Para o parlamentar as críticas ajudam o governo, mesmo vindo da oposição. “Todos precisam ser ouvidos e respeitados. O diálogo se faz necessário em vários momentos, mas as decisões são feitas por quem está governando, e pra ganhar é preciso ter humildade, respeitando as limitações das discussões, das mesas criadas politicamente e nesta casa sempre terá o meu respeito. É importante apontar e criticar aquilo que nós podemos consertar ou manter, se for uma posição equivocada”, destacou.
Representando a Prefeitura de Camaçari, o subsecretário de governo, Evaldo Souza, preferiu não pontuar a fala dos vereadores de oposição, focando no lado técnico do tema. “Existe um viés de prioridades, mas a maquína tem que trabalhar por todas as áreas que são necessidades sociais. Não sou político, sou técnico, por isso respondo enquanto servidor que veio propor uma qualidade técnica a gestão, onde representamos o prefeito em momentos como esses, mostrando que é possível transformar os anseios da população em possibilidades viáveis”.
Em relação a cobrança pelo reajuste, o subsecretário ressaltou que a mesa de negociação continua. “Temos um impasse ainda em relação a números, pois vivemos em uma economia muito instável, onde o país passa por mudanças em busca de um equilíbrio financeiro. Não podemos nos comprometer com algo que não seja real, pra que a gente não cometa a incapacidade de honrar com suas despesas”.
Para o vereador Marcelino (PT), as contas não se encaixam. “O orçamento é uma previsão de arrecadação pra o município e é dividido por pastas, mas a realidade de Camaçari não bate com esses números. Não tem investimento no social, se discutiu muito o retorno das obras do Rio e até agora nada. A mobilidade urbana que ele tá fazendo é empréstimo do governo Ademar ainda, então diretamente nada foi feito”.
Sobre o reajuste, o petista disse que é preciso dialogar. “Ele só vai resolver o problema do plano de cargo e salários discutindo com a categoria, pois a gente vai aprendendo essas coisas no dia a dia da administração pública. Se não investe nas pessoas, no servidor público e aumenta a folha dos comissionados em 2%, eu não entendo essas contas”, finalizou.










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