Deu início na noite dessa quinta-feira (02), a décima edição do Camaçari Open de Capoeira Engenho, com o lançamento do documentario do Mestre Ezequiel. De acordo com o organizador do evento, Mestre Grandão, o momento visual e teórico tem como objetivo levar os novos alunos para uma reflexão, e entendam que antes deles chegarem teve um processo. "Para que esses alunos hoje encontrem um lugar equipado com toda estrutura aconteceu muita coisa na capoeira", disse
Para o Mestre Grandão, viver de cultura é um sonho, não é para todos, é para quem acredita de verdade nisso tudo. Ainda segundo ele, a capoeira é uma arte que pode projetar a pessoa para o mundo, e pode inclusive, melhorar em outras profissões.
"Esse ano eu completei cinquenta viagens internacionais, e já conheço praticamente o Brasil inteiro. Tem país da Europa, como por exemplo a Itália, que eu conheço mais cidades do que cidades do Brasil. Realmente é um impulso para quem quer viver da arte, quando a gente pega um avião pela primeira vez e vai lá fora. Não é que eu incentive as pessoas a viverem a capoieira, eu incentivo as pessoas a acreditarem na capoeira enquanto profissão, mas se elas vão querer viver da capoeira é uma decisão delas. Eu acho até que devem ter outras profissões, agora que leve a capoeira a sério, que tem graduações, que tem niveis e que precisam levar a sério até chegar um nivel de profissionalização, que seria professor formado, contra-mestre e mestre. Essa arte pode lhe projetar para o mundo, e pode inclusive, melhorar em outras profissões", ressaltou o mestre.
"Eu acho que viver de cultura é um sonho, não é para todos, é para quem acredita de verdade nisso tudo, A gente está caminhando, a capoeira é uma arte muito nova, era crime a pouco tempo. Eu acho que essa mesma dificuldade, outras pessoas têm em outros segmentos. Eu costumo falar que sou um felizardo, pois diante de tanta dificuldade eu consigo, eu vivo da capoeira de forma que me deixa um pouco mais tranquilo do que outros amigos que eu tenho", diz
"Com os indices de aprovações, com tudo que a gente tem feito, dos trabalhos que fazemos nas comunidades, já era para o Poder Público ver de forma diferente, mas ao invés de ficar reclamando eu preciso mostrar o meu trabalho todos os dias. A gente já conseguiu bons resultos, todas as edições tivemos ajuda dos prefeitos. Nessa edição especial, estamos com um prefeito bem especial, que garantiu um certo apoio e tem se preocupado. Estamos mostrando o nosso trabalho e vamos conquistar esse valor que precisamos e merecemos. Então eu saí do campo da reclamação e fui para o campo do trabalho", completou Grandão.

O instrutor de capoeira do Grupo Engenho, gestor financeiro e formando em direito, André Lima Santos, que há 16 anos faz parte do grupo, salientou a importãncia da arte em sua vida.
"A capoeira na minha vida é fundamental como profissão, como instituição social. O Grupo Engenho é uma familia, um acolhimento, é você ter uma instrutura de vida, um encaminhamento para o estudo, para o trabalho. Então é uma base fundamental para mim. A minha primeira oportunidade profissional foi a capoeira, a pesar de hoje eu não sobreviver de capoeira, foi ela quem me deu seguimentos e abertura para todas as outras portas", pontuou André Lima.

(1).jpg)




Comentários (0)
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião desta página, se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Comentar