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Viajem de retorno

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Hoje, arrumando meus documentos, passei a rever fotografias e escritos datados de cinco a oito anos atrás, todos relacionados à política nacional, estadual e de Camaçari, e no imaginário vivi uma experiência rica em relação ao comportamento humano-político, diante dos detalhes que me senti imerso.

 

Encarnado nos agentes políticos que davam aparição em momentos específicos de decisões importantes experimento o sentimento e as pressões que motivam as mesmas (decisões) assim como estabelecem a lógica para justificar aos demais pares e à população o fato. Interessante é a maneira como os fatos são absorvidos pelas principais fontes de pressão, pelos demais pares políticos e pela população. A lógica das interpretações são totalmente diferentes e opostos diante dos interesses da sociedade para o qual o poder fora constituído representante.


As reflexões tornam-se mais complexas e não menos interessantes, quando se conecta o momento em que as ações são editadas e o tempo percorrido para se configurarem como resultados práticos. Nesse hiato de tempo todo o esforço de convencimento e publicidade é exercitado para tonar a ação palatável, aceitável e absorvida pela sociedade. Quando vem a coletar bons resultados, o executivo se apropria e se coloca como um gestor criativo, ousado, voltado para os interesses públicos, quando ao contrário recolhe o assunto e busca outras medidas que ao se evidenciar provoca o esquecimento. Quando aos grupos de pressão se colocam como espectador privilegiado sem nenhum culpa.


Se os executivos públicos viessem a confrontar as medidas tomadas, dentro da conjuntura em que elas foram exercitadas, nas proximidades do fim do mandato, tendo em mão os dados que medem sua popularidade e aceitação popular, se posicionam de duas ou mais maneiras: Quando vaidoso (a) remetem para a escolha dos auxiliares e aos aliados (e ex-aliados)  políticos a culpa pelos mau sucedidos. Quando sensato, consideram que deveriam ou não ter aceitado às pressões e ter se balizado em um planejamento preestabelecido.


O fato é que as medidas que prejudicam à população se forem praticadas dentro dos limites do brocado jurídico, mesmo causando prejuízos ao desenvolvimento socioeconômico da população ou aprofundando os prejuízos em relação a melhoria das condições de vida da comunidade, nenhuma sansão é apresentada. A análise realizada pelos órgãos de controle (Tribunais de Conta e Ministério Público) afere apenas se os recursos empregados nas ações governamentais sofrem os ritos estabelecidos pelas leis vigentes, sem, contudo estabelecer confrontos de custo-benefício das mesmas. Ou seja, se havia alternativas mais eficazes e menos onerosas que as efetivadas.


Tal procedimento de sem uma participação efetiva do beneficiário direto, a população, em seus diversos níveis de concepção, acompanhamento e avaliação, deixa os gestores públicos, não só passiveis de pressões voltadas para interesses pessoais, de grupos políticos ou familiares, assim como sujeito a equívocos e erros traumáticos e de recuperação onerosa, tanto no sentido financeiro como de caráter sócio- econômico-político.

 
Adelmo Borges.

Por: Portal Abrantes

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