A edição especial do Arraiá da Casa da Música ocorreu na noite de segunda-feira (25), com muito forró pé de serra. Ninguém ficou parado ao som dos forrozeiros Del Feliz, Os Andrades, Verônica Padrão e Geovanne Souza, Arriba Cinta, Cacau com Laranja, João Marcos, Chico Maia. Durante o evento batemos um apapo com o coordenador da casa, Amadeu Alves, que contou um pouco desse projeto que vem resgatando a cultura local.
De acordo com Amadeu o evento permite que não só o público local, mas de outros lugares e até de outros estados encontrem essa permanência que contribui para essa chama cultural.
"Nós fazemos no mês de junho o Arraiá da Casa da Música, as vezes fazemos quatro edições, e esse ano fizemos duas. E tem o Sarau que acontece quinzenalmente há 11 anos. E isso permite que o público, não só daqui, mas de outros lugares encontre essa permanência que contribui para essa chama cultural. Porque uma coisa é ter o entretenimento pelo entretenimento, tipo ir para um bar, curtir um som e dançar. Outra coisa é curtir um som, dançar , mas ter algo previlegiando a arte. Têm momentos aqui também, que as pessoas vem para sentar na cadeira e ouvir com prazer. Então esse é um espaço cultural que está dentro de uma estrutura que tem outros espaços culturais, são 17 ao todo", pontuou.
"O governo do estado mantem a casa com todos os equipamentos. Nós promovemos o Sarau com um grande multirão cultural onde todos vem participar voluntariamente. Isso é uma caracteristica difícil de se ver ultimamente, mas a gente consegue isso aqui. A cultura brasileira pode até ficar esquecida um tempo, como se diz a cultura não morre, ela é enterrada viva, mas rebrota. O forró mais do que nunca vai dar a volta por cima, vai ocupar os espaços que precisam ser ocupados. A mídia está fazendo o que está fazendo com a música brasileira, mas eu acho que a nossa bandeira é mais forte que qualquer tentativa", diz Amadeu.
Para a produtora cultural, Analu Franca, que também faz parte da coordenação, o Sarau de Itapuã é uma opção para as segundas culturais de Salvador, que acontece quinzenalmente, para o público interessado em se divertir descontraídamente. "É um trabalho realizado com muito amor e dedicação, pensando em propiciar momentos de intensa descontração e alegria para a comunidade de Itapuã e pessoas vindas de toda parte", falou a produtora
"Eu nunca fiz apologia ao nosso forró tradicional achando que tem que ser o forró tradicional porque quem tem uma banda, quem tem trabalho quer emprego. As pessoas ficam condenado as bandas. Eu já fui em festejos juninos que tinha Amado Batista e sertanejos. Eu naõ tenho nada contra com os artistas, pois se você é convidado, você vai. O problema está em quem contrada, descaracterizando o São João, desfazendo de todo o sacrificio feito por Luiz Gonzaga, Marinês, Trio Nordestino, Jackson do Pandeiro, Dominguinhos que foram quem alavancaram a festa junina. Eu acho que a festa junina deveria ser caracterizada com essas bandas, mas quem contrata é quem deveria se conscientizar que festa junina é para forró tradicional. O calendário festivo brasileiro é imenso, tem espaço para todo mundo, não custa nada 30 dias manter o forró tradicional", disse o cantor Quininho Valente.
"È a primeira vez que estou vindo aqui. Estou feliz em saber que esse lugar resgata a cultura do forró, a cultura local. É importante não perder essa cultura tão importante, não só para o nordeste, mas para o pais e o mundo", disse Mariana Silva.
O Sarau de Itapuâ já recebeu artistas como Jorge Vercilo, Margareth, Jussara Silveira, Ganhadeiras de Itapuã, Orquestra de Pandeiros Itapuã, Alexandre Leão, Rede Sonora e Hora Veloso.
A Casa da Música é um Espaço Cultural gerido pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) que tem como principais desafios fomentar a produção cultural da comunidade e contribuir para a democratização do acesso à cultura.
O espaço conta com um acervo de 700 peças sobre música da Bahia – partituras, fitas de áudio e vídeo, instrumentos e discos – disponíveis para consulta pública. Lá também é possível encontrar em exposição a Fobica, o primeiro trio elétrico da história.
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Amadeu Alves
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