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"Camaçari precisa deixar de ser província", diz vereador Gilvan em entrevista ao Portal Abrantes

"?? triste dizer isso, as pessoas não assumem, mas ainda é província".

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Durante a última Sessão Extraordinária da Câmara Municipal de Camaçari, o vereador Gilvan Souza, que está no segundo mandato,  conversou com a equipe do Portal Abrantes sobre esse primeiro ano como primeiro secretário da casa. Gilvan, que mora há 23 anos no município ( Vila de Abrantes).  Há 10 anos apoia a luta pela garantia dos direitos à inclusão e acessibilidade das pessoas com deficiência, seja em nível físico, visual, auditivo, mental/intelectual ou múltiplo. Faz parte da diretoria da Associação Baiana de Síndrome de Down (Ser Down), sociedade civil, sem fins lucrativos, que reúne pais e familiares de pessoas com esta síndrome. Confira.


Portal Abrantes- Qual avaliação o sr. faz da Câmara de vereadores desse ano?

Gilvan Souza- Foi um ano muito difícil de fato, não só no aspecto político, mas econômico, financeiro, social, segurança pública e no aspecto de educação. E Camaçari passou por isso de uma maneira muito mais forte. Porque mais forte? Nós vivemos um início de governno que estava ausente na gestão por mais de 15 anos, chegando agora esse governo que tem um prefeito com uma história muito bonita, tem uma simbologia muito forte na sua história. Temos hoje em Camaçari um prefeito feirante, oriundo da feira, oriundo da pobreza, eleger um homem nessa ordem de história em Camaçari é um fato histórico. Nós tivemos, junto com o prefeito Elinaldo, de quebrar vários paradgmas para a sociedade, para a política admitir que foi eleito em Camaçari um ex-feirante, que fala errado, que não tem formação, não tem graduação, eu estou colocando essa história porque para mim é uma referência muito positiva. Mas tivemos dificuldades de formar grupo, de compor debate, de consolidar a política, porque existe uma resistência dentro da política do município da parte de oposição, que é a retomada de poder sem a responsabilidade de vida, de se preocupar com a cidade, a gente não pode estragar uma cidade para querer ela de volta sobre o poder, então eu me preocupo muito. O que fazem é marginalizar a figura do prefeito, marginalizar toda a proposta coerente para cidade de Camaçari por uma retomada de poder.

Voltando aos trabalhos da Câmara de um ano que se passou, tudo isso é importante porque gera um debate muito grande, sobre tudo aquilo que é benéfico para a cidade de Camaçari. Nós tivemos uma aprovação de um projeto no governo passado de cinquenta e dois milhões de mobilidade e nós estamos usando agora, veja a responsabilidade que está sendo usada. Camaçari passa por uma tranformação, inclusive  de acessibilidade e mobilidade urbana. Tudo que o governo precisou fazer nesse último ano foi tratado e considerado pela política de oposição  como maldade. 

PA- A gente percebe um jogo político. Ontem era assim e hoje continua assim. É uma política pela politica até do próprio povo?.  

GS- Eu tenho dito que se a sociedade, os movimentos organizados não se responsabilizarem de ter muita cautela nessa participação da política, se não se sentir inserido, se só discutir de fato os direitos, não trazer os seus deveres para essa transformação de socieade, de cidade, veja que até atravéz de serviços públicos, como a saúde tem suas deficiências, aqui não é diferente. Mas também os usuários não sabem usar a saúde, nós temos o melhor plano de saúde nacional que é o SUS.  Tem várias unidades, seja aqui ou em outra cidade que  funcionam bem. Mas você ver que o público é inserido nesse fuincionar bem, as pessoas têm que ter cuidado para se tornarem responsáveis por essas mudanças. Então se a sociedade não tiver responsável, não tiver com o discurso de participar dessa mudança, não esperar pelo cenário político: primeiro não sou eu quem elejo, segundo eu não respondo por todo mundo e terceiro o povo tem que saber escolher. Vamos lá para São Paulo- Maluf com oito processos entra na última condenação e foi o 8ª deputado federal mais votados em Sâo Paulo com 257 mil votos. Significa que 257 mil pessoas sabiam em quem estava votando, em quem estava elegendo. É muito confortálvel hoje, as pessoas nos elegem, não sabem usar o poder que nos dão, nos nivelam por baixo, não participam das  discussões efetiva com responsabilidade para transformação coletiva, ai abrimos um debate do individualismo. Isso nos preocupa até na intimidade do nosso mandato, percebemos que tem pessoas que têm condições de estar perto mas não pensa no coletivo.

PA- No seu primeiro mandato eram dois vereadores de bancada em Abrantes, hoje tem uma bancada de cinco vereadores, Isso trás algum desconforto?

GS- Na realidade eu tenho o melhor parametro hoje, não me trás desconforto porque eu estive sozinho naquele momento, pois a vereadora da época não seguiu o governo, então obvimente eu fiquei na zona de conforto porque eu fico muito a vontade. Nós fizemos mais de  120 ruas no distrito de Abrantes, nós fechamos Fradinho, Morada Nobre, Buraquinho, fizemos um acesso novo do Parque São Jorge, considere-se um acesso para Abrantes,  fizemos trabalhos no intorno da Malícia, conseguimos estar mais perto da comunidade, levamos um Natal, levamos queima de fogos, um São João maravilhoso, colocamos a  localidade com mais evidências, com um só vereador. Nesse momento  temos sete vereadores na orla, só em Abrantes cinco. Eu digo que não é desconforto porque a responsabilidade fica, sobre tudo, com cada um desses mandatos. Nossa responsabilidade é unificar, temos um grande mandato em Abrantes trabalhando em prol da comunidade. Se cada um tiver comprometimento, tiver compreenção política, se  tiver noção de qual é o nosso papel, digo mais uma vez que não terei problema nenhum em soltar ofício e cobrar dos secretários. Agora não terei tempo de estar dentro de uma cabine de caminhão de iluminação para acompanhar troca de lâmpadas. A nossa responsabilidade é fortalecer as nossas secretarias, garantir a governabilidade do prefeito, os orçamentos para que a gente consiga atender as especativas da nossas comunidade e as nossas também. Isso é dialogando e ouvindo as necessidades das comunidades.

PA- O vereador chega cheio de sonhos, mas quando chega dentro do governo ele ver que não é dessa forma, pois precisa se enquadrar ao grupo, qual a sua avaliação?

A política tem a sua cultura porque as pessoas acham que para se eleger tem que falar mal do outro. Nós renovamos a Câmara no percentual muito alto.Quem chega nessa casa, em algum  momento passa por reflexão com a sua hisória, pois ele foi em uma comunidade tal, falou que ia fazer, fez campanha falando isso e quando chega aqui não consegue fazer o que prometeu, porque aqui tem toda uma legalidade a se cumprir, tem todo um orçamento a se respeitar, todo um trâmite, aqui não fazemos o que queremos.  Tem burocracias, não é tão prático como pensamos, tem as decepções, as desilusões, tem os momentos que a gente define que não quer está aqui dentro porque reconhecemos as necessidades de um povo, tem alguns que não dá para esperar porque as condições são sub-humanas e vamos pra cima para realizar ou ficamos frustrados enquanto  pessoas. Por isso que dizem que um mandato de vereador é muito caro.


PA- Essa casa é um segundo espaço de poder no municipio onde todos querem, houve um combinado que seria Oziel ou Joge Curvelo, mas Oziel colocou o nome, que avaliação o senhor faz?

GS- Isso foi consensuado, na realidade o que aconteceu do processo da reeleição, depois disso feito, pois da retirada de pauta, nós ficamos enquanto bancada mais forte, inclusive tendo o nosso lider com melhores referencias, então pegamos desse limão e fizemos uma limonada. Isso a gente toca para o ano que vem. Nós vimos que não era o momento apropriado para isso,  veja isso, quantas matérias polêmicas, complexas e necessárias nós votamos. O que importa agora é que Oziel é o nosso presidente, no segundo biênio abriremos a discussão, tem vários vereadores com capacidade similar, ai cada um define se pode ser melhor ou não, mas em condições ideais de assumir a casa. Nós resolvemos e tivemos a coesão de todos. 

PA- O vereador Gilvan Souza conseguiu atingir o que gostaria nesse primeiro ano do segundo mandato ? 

GS- Não contemplou! Primeiro que na política você pode fazer o máximo como fazer o minímo a depender de como é o conceito do que você trás, do que é maximo ou minimo para eu te responder o quanto fiquei feliz. Mas na questão do povo, eles sempre querem mais, se voçê fizer na rua A, eles querem na rua B. Então é um saco sem fundo que nós temos que ter essa compreenção, que ser político é cobrança o tempo inteiro. Nós temos as nossas ideologias, além de atender as dos outros. Uma das coisas que me deixa triste, é que muitas das pessoas que nos cercam sabe, mais não se comprometem com o que o vereador tem como ideologia. Muitas das pessoas que esteve perto de mim, inclusive com projetos sociais, não sabem falar sobre a pessoa com deficiência.  Parece que é uma coisa que está largada, mas não é uma política de menoria, é uma politica de quase trinta e duas mil pessoas dentro da cidade de Camaçari, 26% de percentual da população nacional a política do eu, do que é meu não está só sobre pessoas, mas sobre movimentos sociais e representantes que deveriam estar inceridos e comprometidos colocando essas pessoas em condições melhores de inserção, no mercado de trabalho, no esporte, lazer e cultura. Acho que a gente precisa passar por uma transformação sobre tudo de pessoa, de conceito de vida, de família,  porque se não for assim o jogo não vai só se resolver na políca, vai se resolver tambem nas relações e na sociedade. É um julgamento terrivel.

PA- As atividades internas na Câmara como primeiro secretário, presidente da comissão tribitária, e membro de comissões, prejudica o trabalho político na sua base que cobram presença física do vereador?


GS- Não se trata de ganhar ou perder a eleição, na realidade eu perdi voto nessa última eleição, mas ganhei o meu voto, eu ganhei o voto de um trabalho consolidado que nós fizemos, veja que aqui na sede nós tivemos 42 votos e fomos para 468, é muito significante, foi um trabalho plantado. Com relação a estar envolvido nesse primeiro ano como 1º secretário, talvez tenha sido o melhor trabalho que eu fiz na Câmara de Vereadores, como vereador, porque não é só ter competência, capacidade, conhecimento de gestão e admininstração, mas se desprender e abdicar desse tempo para você fazer o que tem que ser feito. Espero que esse governo decole a partir de 2018, atenda e deixe a cidade satisfeita com seus serviços. Eu sem dúvida alguma fui um dos vereadores que fez parte disso. Eu fiz acontecer as leis, o Plano Plurianual – PPA, a Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO e a Lei Orçamentária Anual - LOA., nos  comprometemos com esse tempo, com essa capacidade, com nossa equipe para que fosse viável a possibilidade de estarmos votando aqui hoje. Política, ela não faz só na rua, nas esquinas, ela faz no conceito de fortalecer governo, de garantir leis e regulamentar aquilo que o municipio precisa em termos de legislação. 

PA- Qual a sua espectativa do mandato?

GS- Meu objetivo pessoal é muito simples, que é também ter tempo para mim, a gente precisa nos planejar, ter uma carga horária respeitada e com limite de tolerância humana, as vezes são 14 ou 15 horas, é muito frequente isso, os horários de almoçar. Isso aqui é um emprego que tem tempo, então nós também precisamos ser respeitados nessa questão, desse emprego, isso não é escravidão. Ser veredor hoje é não ir no shopping, não colocar uma bermuda, não ir na praia, não poder jogar uma bola, porque você quando é visto, dizem, olha ali onde está, mas ali é um domingo, é a tarde, é com sua família. Precisa também reconceituar essa relação de trabalho e da função que foi dado a gente. Isso aqui é um trabalho que nos foi dado com voto popular, mas precisamos também ter condição para viver. Quanto a  minha espectativa no mandato, é trabalhar para o povo, trabalhar para o povo no conjunto político, é não trazer mais Brasilia, não trazer São Paulo, não trazer Rio e sim discutir Camaçari, é fazer com que Camaçari saia dessa condição ainda hoje de província. É triste dizer isso,  as pessoas não assumem, mas ainda é província. Precisamos discutir a cidade na sua tecnologia, discutir no polo, nas escolas verticalizadas e climatizadas em condições ideais e a gente tranformar esse recurso público em direito, em serviço de excelência.    


PA- Em relação a Orla de Camaçari e sua importância qual a sua opinião?

GS- Acho que a sede deve ir para orla,  pois o grande nicho econômico nosso não está na sede. Haja visto que o Polo com seus quarenta e poucos anos,  nós usufruimos pouco aqui.  O grande negócio econômico está na orla, e esse governo  já começou a olhar.

Por: Da Redação Portal Abrantes

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