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Exames para portadores de anemia falciforme é cobrado em Sessão Especial

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Ontem foi comemorado o Dia Nacional de Luta pelos Direitos das Pessoas com Doenças Falciformes, fruto da Lei de nº 12.104 de 1° de dezembro de 2009, e por se tratar de um tema que é um problema de saúde pública, a Câmara Municipal de Camaçari realizou na manhã desta sexta-feira (27/10) uma sessão especial para tratar do tema.

Solicitada pelos vereadores Dilson Magalhães Jrº (PEN), que em sua fala ressaltou “a necessidade de se divulgar mais este tema que atinge a centenas de famílias em Camaçari”, e por Gilvan Souza (PR), que preparou ao plenário para o tipo de debate que viria: precisamos discutir o avanço, buscar nesses ambientes as pessoas que não estão incluídas. Por isso vamos falar de saúde, educação e mercado de trabalho. Vamos delimitar nossa cidade, para que daqui possa sair parâmetros para o Brasil inteiro.

A sessão tomou um formato inédito para a Câmara, funcionando como um diálogo entre a Câmara Municipal de Camaçari e a: Secretaria de Saúde de Camaçari (SESAU), que contou com a presença do secretário (Elias Natan) e do subsecretário de saúde (Luis Duplat); a UNIFAL (Unidade de Apoio às Pessoas com Doença Falciforme) que contou com a presença de seu coordenador, o Srº Adelmário Ribeiro, além das médicas hematologistas Drª Maria Mercês e Drª Ivana Leite, e do psicólogo Paulo Pinto; com a OAB, subseção Camaçari, na pessoa do Drº Thiago Papaterra; com o Conselho Municipal de Saúde, na pessoa do seu presidente Paulo Costa; e representando as pessoas portadoras da doença, a estudante de direito Larissa Brito.

O intermediador deste diálogo foi o coordenador da UNIFAL, Adelmário Ribeiro, que em sua fala mostrou a preocupação com a dificuldade de marcação de exames específicos nas unidades de saúde de Camaçari, causando um aumento na quantidade de pacientes que abandonam o tratamento na Unifal. Ambas as médicas comentaram sobre os trabalhos que fazem na Unifal, ressaltando a importância desta unidade de saúde para a melhora na qualidade de vida dos pacientes. A Drª Maria Mercês por diversas vezes insistiu na importância de exames preventivos como forma de tratar os sintomas e sequelas da doença.

Para a Drª Ivana Leite é preciso dar maior visibilidade à esta doença, que ainda é desconhecida por boa parte da sociedade, e neste sentido “esta sessão (especial) é muito importante, pois só em Camaçari são quase 500 pessoas convivendo com a doença, e muitas não saem de casa por conta do preconceito das outras. O trabalho da Unifal é importantíssimo para Camaçari, sendo inclusive referência em todo o Brasil.

Um dos momentos mais emocionantes da sessão foi durante a fala da estudante Larissa Brito, que mesmo com todas as dificuldades imposta pela doença, está estudando direito e indo em busca de seus sonhos. “Quando nasci meus pais não sabiam que eu tinha a doença. Cresci sentindo dores até o dia que descobriram a doença e comecei o tratamento. O cuidado e o amor de meus pais me fizeram ver que sou capaz de fazer qualquer coisa que quiser, mesmo com algumas limitações”. Larissa ainda informou que muitas vezes os portadores de anemia falciforme sofrem preconceito até por “profissionais da saúde despreparados para entenderem o tipo de dor que sentimos”.

A questão da marcação de exames específicos para estes pacientes, que antes era disponibilizado cotas de vagas para a própria Unifal distribuir entre seus pacientes, e agora não é mais, foi o ponto que gerou mais debates. O secretário de saúde informou que por conta da grande quantidade de pessoas de fora de Camaçari que utilizam o SUS no município, termina dificultando que os moradores da cidade tenham acesso aos exames. Enquanto o subsecretario informou que o fim das cotas de exames para a Unifal foi por terem tido denúncias de pessoas que iam lá para marcarem consultas sem no entanto fazerem tratamento na unidade, comentário este que foi questionado pelo coordenador Adelmário, pois segundo o mesmo eles não tinham sequer a quantidade para distribuir para seus pacientes, quanto mais para darem para quem está fora do programa. Sobre este fato, a estudante Larissa lamentou que “por uma falha no sistema centenas de pessoas são prejudicadas em Camaçari. "Já não temos muitos exames específicos, que temos que ir em Salvador fazer com muito sacrifício e muitas vezes em condições sub-humanas, e os poucos que temos no município não conseguimos vagas para fazer", desabafou a estudante.

Após o debate foi dada a palavra para os vereadores presentes. Finalizando a sessão aconteceu uma apresentação de Maculelê com o grupo do mestre Manoel, do Projeto Berimbau Arte, que contou também com a participação do mestre Ismael.  

 

 

Camara de Vereadores 

 

 

Por: Portal Abrantes

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